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Augusto Ferreira - 27.5.2010 | 9h57m

Edilson Veloso

Cantores de uma só música - Parte I

Cantores de uma só música - Parte I

Lembro-me que no último texto postado aqui no blog de Augusto Ferreira, abordamos que o sucesso num festival nem sempre representa estrelato por muito tempo. E hoje venho ratificar. Se retroagirmos, encontraremos vários exemplos de cantores e bandas que emplacaram um só sucesso e simplesmente sumiram de cena. É verdade que alguns desses emplacaram até três músicas e sumiram do mapa musical brasileiro. Na maioria dos casos veremos os rotulados "Cantores de uma música só". É bom que se diga que neste quesito houve casos em vários estilos: MPB, Pop/Rock, Popular e até no Axé Music. Nesta primeira parte vou citar artistas do estilo MPB e popular. E nada como começar pelo saudoso João Só (bem sugestivo). Ele gravou "Menina da ladeira" e desceu para o anonimato. A baiana Sylvia Patrícia gravou uma versão chamada "Marcas de amor não sai" e saiu de cena. O bom letrista e médico Dalto fez muito sucesso com "Muito estranho" e, estranhamente, não deu mais as caras. Quem não lembra da linda balada "Menina", tão bem cantada por Paulinho Nogueira? Pois é, a menina virou mulher e ele sumiu. Hermes de Aquino foi a verdadeira "Nuvem passageira". O cantor Gilson brilhou com "Casinha branca" e nada mais. Já Gilson de Souza emplacou “Pôxa” e só. O cantor Rigaud estourou na década de 80 com "De corpo inteiro". E o que dizer da global Angélica com a sua "Vou de táxi"? Parece que o veículo nem existe mais. O bom cantor Tunnay interpretou um das mais belas canções que eu já ouvi: "Frisson" fez muita gente amar, chorar e se apaixonar. (essa eu recomendo). O também já falecido Sergio Sampaio emplacou a divina "Eu quero é botar meu bloco na rua" e seu carnaval logo foi desfeito para sempre. Outra grande canção foi "Linha do horizonte" do Azymuth. Esse grupo tornou-se tão abstrato como a própria linha. E assim é o sucesso: às vezes duradouro, às vezes passageiro. Mas uma coisa é certa: apesar de terem emplacado apenas uma música, temos que reconhecer que todas supracitadas são inesquecíveis. Em breve teremos mais sobre esse assunto. Até a próxima.

Edilson Veloso é professor de Educação Física, radialista e pesquisador de música.

 
Envie Comente Ler Comentários ( 13 ) 
 
 
Azevedo Júnior escreveu:
Caro Veloso. Tenho atentamente todos os textos postados nesa página do AquiBahia e quero deixar o meu registro de parabens pela sua desenvoltura em cada artigo apresentado. Porem vamos fazer uma breve ressalva quanto aos artisas de uma musica só. Paulinho Nogueira (ja falecido), tem em sua historia musical uma serie de sucessos, gravados por varios artistas aristas da MPB. Infelismente o compositor nem sempre é lembrado quando da execução de suas obras. É o que acontece com a maioria dos compositores.
 
 
Aluna escreveu:
So podia ter saido da cabeça privilegiada do nosso teacher Vellso. Mil beijos.
 
 
Patricia Melo escreveu:
Acompanho todos os textos de Veloso e ele dá show de bola.
 
 
Gegê escreveu:
Velloso provou que não é escritor de um texto só. Parabens mano velho.
 
 
Guga escreveu:
Mais uma aula de historia de musica que Vellosão nos dá. Vale cara!
 
 
Gustavo Leal escreveu:
QUANTA RIQUEZA DE INFORMAÇÕES CARO VELOSO........ FIZ UMA VIAGEM PELA MINHA ADOLESCÊNCIA LEBDO ESSE MARAVILHOSO TEXTO.
 
 
Janice Quintas escreveu:
Um dia ainda vou ter oportunidade de conversar com vc pessoalmente pra aprender mais sobre nossa musica. vc é um cara iluminado. Já me disseram isso.
 
 
Alfredo Marques escreveu:
Os textos de Veloso possuem conteúdo. Certamente vai reabrir o processo para comprovar que é primo oitavo de Caetano. Além de grande amigo, comunicador e professor, Veloso atualmente também se dedica a nobre função de degustador de cerveja alheia, um serviço 0800 desenvolvido pelo Sindicato de Quatis* da Kalilândia. Obs.: Quati = pão duro; predicativo do sujeito que "esquece a carteira" na hora de dividir a conta no boteco!!
 
 
EDILSON VELOSO escreveu:
KKKKKKKKKKKKKKKKK ESSE ALFREDO É UMA COMÉDIA!!!!!!!!!!
 
 
Jóstenis Costa escreveu:
Muitas das músicas citadas são belíssimas e não é tão fácil um artista repetir com tal inspiração, compor é uma arte, e sem falar das oportunidades que a mídia dá ao descartável aos produtos de massa, cada vez mais está se tornando difícil novas e belas canções, mas se pesquisarmos bem a obra destes cantores veremos outras coisas lindas mas sem o mesmo apelo comercial, parabéns a Veloso pela matéria, mas ainda é melhor ouvir uma música boa de cada artista desse do que o que é produzido hoje pela mídia
 
 
Girlanio Guirra escreveu:
Otimo texto! kkkk Veloso, não vou te chamar de "QUIMERAS" ainda não. Quem sabe em breve.
 
 
Alberto Vicente Silva escreveu:
Olá Veloso, parabéns pelo primoroso texto. Continuando, Veloso, falei do P. O. Box, mas também não sei se você lembra do nosso Paul Bindá, que lançou algumas coisas, como a música "Eu amo você", que eu ouvia muito na Nordeste FM, axé music nos anos 90 e depois sumiu das rádios de vez ("Se antes do amor, primeiro eu e você, fazendo esse carinho, pra todo mundo ver...", mas também tinha outras canções desse mesmo disco, lembra?
 
 
Alberto Vicente Silva escreveu:
Olá Veloso, parabéns pelo primoroso texto dessa série toda Embora atualmente eu não seja ligado a esse meio, de MPB, pois sou cristão, tenho certas lembras de artistas de um ou dois hits que depois sumiram, como já comentei outras vezes. Aqui vai mais um que emplacou alguns sucessos: o Copacabana Beach, que tinha um vocalista negro de voz de muita qualidade, cantando alguns remixes,que emplacou musicas como "Como é doce o beijo quando vem da sua boca..." e Balança Brasil, adoro te ver contente...Lembra?
 
 
 
 
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