Não duvido que na direção do Hospital Geral Clériston Andrade e nos cargos de chefia estejam pessoas de bem. Porém, a competência de algumas pessoas deve ser questionada. A última foi a morte do paciente, vítima de um acidente automobilístico, na porta da emergência da unidade. Se o repórter Carlos valadares, da rádio Subaé, não tivesse presenciado o lamentável fato, na noite de segunda-feira, passaria despercebido. Seria a revolta dos parentes da vítima contra os muitos argumentos de políticos e da direção do hospital. Mesmo assim, ao invés de inicialmente tratar de apurar o fato e esclarecer à opinião pública, de início tentaram desmentir o radialista. Depois que o caso foi divulgado em um jornal de grande circulação estadual, aí aparecem os oportunistas dizendo que vai ter sindicância. Mas já deram um indício do resultado: já apontaram para médicos, maqueiros e vigilantes de plantão. Como se todos não recebessem ordens. O fato é que o homem morreu na porta, sagrando, enquanto imbecis pediam que os socorristas preenchessem uma ficha para só então prestar socorro. Pintaram algumas paredes, jogaram desinfetante no hospital, mas as pessoas continuam morrendo no HGCA. E agora com um agravante: antes morriam do lado de dentro; agora morrem do lado de fora mesmo. (a foto é de um homem, que cansado de esperar resolveu armar rede na porta do Clériston, sendo convidado pelos vigilantes a se retirar).Triste Bahia!